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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Minha, nossa hipocrisia

Há tantas formas já exploradas de se expressar as contradições do amor, da vida enfim. Por que estamos sempre questionando as hipocrisias que nossos caminhos nos fazem cometer? O ser humano tem a irritante mania de amar àquilo que já ama e sempre deixar de lado àquilo que nunca amou. Temos grandes dificuldades de olhar para o outro como nós mesmos. Por que o cabelo na minha sopa de quem eu amo é tão menos pavoroso do que o cabelo de quem nunca gostei?

Eu deito na grama e agradeço para alguém por poder sempre conversar de madrugada, mas vivo minha vida sem perceber que alguém me olha de longe. Sentir a paz é ter vontade de agradecer por existir como se é, por ter a vida que se tem. Minha hipocrisia é sempre mostrar ser quem não sou e quase nunca, por isso, agradecer por simplesmente ser.
Acabamos sempre na busca de fazer sentido, não importa o quão relativo o sentido possa parecer e ser, há uma coerência dentro de cada um que faz o eixo não ficar fora do lugar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Tristeza nunca acaba

Eu pinto minhas tristezas que não posso expressar. Minha dança me liberta das dores que a vida causa. Vou escrevendo na tela, no chão e no papel o que ando sentindo e que não há maneira de outro alguém entender por palavras.
Minha alma se dilui na tintas e meus pés obedecem seus desmandos, rodopiando sem beleza, sem harmonia, sem esconder sua confusão. As palavras vão fugindo da minha mão e um texto que não pode ser lido borra as paredes.
Tristeza nunca acaba, mas o corpo é pequeno para a alma que o contém.
Desabando na bagunça que agora se fazia ao redor, acompanhado do que estava dentro, do corpo no chão escorria sua água de expressão e o teto parecia tão branco, tão simples.
O sol batendo no chão iluminava, trazia a paz que o universo tem de simplesmente seguir o seu curso, sem ter que pensar na infinidade de seres andando por ai.
(Texto escrito em 28/11/2011) 

sábado, 29 de setembro de 2012

Raízes


Desembaraçando as raízes presas nos meus pés.
Caminhar é necessário.
Deixe as flores onde elas estão, assim todos que passarem poderão vê-las, mas recorte as amarras e caminhe... Há muitas flores no caminho e muitos outros espinhos vão te pinicar.
Troque destinos e embaralhe conhecimentos.
A ideia alheia nos faz crescer, o olho do próximo nos faz enxergar.
Mude, mas faça sentido.
Conhecer a si próprio é algo que poucos conquistam, dá medo de encontrar uma profunda inexistência.