sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O tempo


É nos tempos difíceis que nos perdemos, mas é neles também que temos a chance de nos encontrar profundamente.
Com o tempo, a gente aprende que moramos dentro de nós mesmos, que não adianta fugir, a gente sempre vai se levar junto.
É o tempo que nos mostra que música boa, é aquela que nos inspira, nos acalma, nos faz pensar.
Hoje eu percebi que minhas lembranças e meus erros, fazem de quem eu sou... Hoje eu me toquei que eles moram em mim, que não preciso da casa da minha infância para pensar o quanto eu brinquei e aprendi desde então.


Mas, só com o tempo, aprendi que tenho que ser quem eu sou, quem eu tenho vontade de ser... Aprendi que mudar, reconstruir, é na verdade olhar o mundo ao meu redor.
Só o tempo me fez entender que a pessoa mais importante que existe, sou eu mesma, e que Deus, é a forma como sinto o universo dentro de mim.
Mas a principal lição que o tempo me ensinou, é que eu não sei quase nada sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre o futuro, ou sobre a maneira que cada um tem de compreender o tempo e suas lições.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Como posso?

Como posso não pensar no destino se nos encontramos em meio a esse caos?
Como posso não sentir Deus se posso perceber a vida dentro de cada coisa?
Como posso não saber da ciência se vivo cada célula da evolução?
Como posso não crer no universo se há em mim infinitas formas de ver o mesmo mundo?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Arte free!


Para você que adora arte!
Encontrei na net o site Feed Your Soul: the free art project
São artes lindas envidas por vários artistas. O mais legal é que você pode fazer o download grátis!
Aliás, essa é a ideia do site, arte livre!
Você pode usar as imagens para criar quadrinhos e enfeitar suas paredes; pode somente deixá-los no fundo de tela e até colá-los no caderno!





Domingo na Paulista!


Domingo não é mais dia de descansar, é dia de passear de bicicleta! Todos os domingos várias ruas de São Paulo são fechadas parcialmente e formam uma ciclofaixa. A ciclofaixa fica aberta das 7h da manhã às 16h, e possui diversos percursos diferentes, possui no total 67 km de extensão.
 O mais legal de passear na ciclofaixa é poder andar naquelas avenidas super-movimentadas  que você passa de carro e fica parado no transito! Entre elas então ruas como Av. República do Líbano, Av. Brig. Faria Lima, Av. Hélio Pellegrino e etc.
Recentemente foi inaugurado outro percurso da ciclofaixa de São Paulo, e quem não poderia faltar, fui incluída na brincadeira: a Avenida Paulista. São 5 km de extensão e o horário de funcionamento é o mesmo. Passear de bike na Avenida Paulista é o máximo, poder ver todos aqueles prédios e calçadas que são recheados de engravatados a semana toda, mas de outra perspectiva. É porque andar de bike te dá outra visão da cidade e das ruas, você sente o relevo na perna!
Mas como chegar até a Paulista de bike? Essa é uma pergunta que muita gente se faz. Muita gente vai de carro, carregando a bicicleta em aparelhos especializados para isso, e estaciona o carro lá perto. O que pouca gente sabe é que nos fins de semana o metro é liberado para bicicletas, assim podemos aproveitar todas as partes da cidade. 

sábado, 29 de setembro de 2012

Raízes


Desembaraçando as raízes presas nos meus pés.
Caminhar é necessário.
Deixe as flores onde elas estão, assim todos que passarem poderão vê-las, mas recorte as amarras e caminhe... Há muitas flores no caminho e muitos outros espinhos vão te pinicar.
Troque destinos e embaralhe conhecimentos.
A ideia alheia nos faz crescer, o olho do próximo nos faz enxergar.
Mude, mas faça sentido.
Conhecer a si próprio é algo que poucos conquistam, dá medo de encontrar uma profunda inexistência.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A arte

Minha arte me ilumina, me inspira, me completa.
Todo mundo tem um pouco de arte, todo mundo uma hora ou outra transcende esse universo cinza.
Ter arte é sentir, mesmo por um instante, algo que completa, é extravasar um sentimento representando o abstrato que existe de você.
À flor da pele.

Com tinta, com palavras, com a dança, com música, com a escultura, com inúmeras formas de tentar mostrar para o outro, ou para si mesmo, o caos que a mente vive, todo dia e toda hora tentando decifrar os signos nos afogando, nos afundando.
A arte é rupestre, ela é parte de nós, é o ser humano mostrando sua parte boa.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Aconchego

No pretérito do abismo você não existia, minha vida era vazia.
Com a invenção do aconchego minha vida virou de mundo.
Agora tudo era dois, era nós, era da gente, era nosso, era junto e aproximado.
Era ao mesmo tempo.
Nas férias de viver você é meu recanto e
enquanto dormes, sei que ainda me olha de canto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A gigante da cidade



Dirigindo pelas ruas de São Paulo... Prédios para todos os lados, o barulho do trânsito, da ambulância, da buzina da moto... Indo trabalhar, sábado, atrasada... Calor insuportável e nada de ar condicionado. O pensamento acelerado faz meus olhos correrem para todos os lados. De repente uma árvore. Uma seringueira enorme, no meio de tudo aquilo. Tudo desligou enquanto meus olhos focaram somente naquela árvore. Linda. Impune. Gigante. Desprezando a imensidão de cinza a sua volta, sobrevivendo. Buuuuuuuuuuuuuuzina. Volta pra realidade. Antes de engatar primeira um pensamento: tenho que ser impune como ela. Gigante como ela. Tenho que desprezar esse cinza que atormenta e continuar sobrevivendo dentro de mim.

Como você descobriu a história?


A partir do texto Uma criança constrói a história de Phillipe Airés veio a inspiração...




Como com o autor, vivi em um oásis durante muito tempo. As histórias do passado ou de meu próprio tempo não faziam parte de minha vida. Em casa o jornal era ligado na televisão todos os dias, a voz grave e alta do meu pai fazia comentários sarcásticos e críticos todos os momentos, com faz até hoje. Eu e meu irmão perguntávamos o que aquilo queria dizer, por que ele achava aquilo uma bobagem, ou uma mentira deslavada. Ele explicava. Mas mesmo assim, não fazia parte de mim. Eu perguntava só pra ouvir a voz do meu pai, não porque realmente me interessava o que acontecia além da porta de casa. Alguns fatos históricos influenciam diretamente em nossa vida, por mais que não pensamos em história. Quando era criança o fato mais importante foi o Plano Real. Eu achei aquilo muito estranho. Como um papel podia valer alguma coisa e depois não valia nada e, ainda ia ter outro papel que ia valer alguma coisa; pior ainda, 2000 do papel anterior era a mesma coisa que 1 do papel de agora...  O dinheiro é mesmo uma coisa fascinante.
A história de antes demorou a fazer parte de minha vida. A história do Brasil de meu pai e minha mãe influenciou diretamente em suas vidas. Um mundo completamente diferente do meu e, que não tenho a mínima vontade de viver. Os anos da ditadura são uma página em branco nos causos de meu pai; mineiro que só ele, vive contando suas histórias de infância, de adolescência, de faculdade, de seu primeiro trabalho e etc. Mas os anos 60 e 70 têm lacunas que não ouso preencher. Foi só quando estudei na escola o período militar que falamos sobre ele em casa. Meu pai respondeu todas as minhas perguntas históricas, sem dizer uma palavra de suas próprias vivências, mas gritando suas próprias conclusões. Da segunda vez que estudei o período meu pai já não morava em casa e minha mãe contou a versão dela. Uma das poucas pessoas que não sofreu tanto assim, sempre que tocamos no assunto ela repete: “Hippie era coisa de rico, eu estava muito ocupada trabalhando para ajudar meu pai a comprar batatas”. E então ela passava a falar de história do meu pai. O que descobri em fim, foi que meu avô paterno era comunista e que ele e meu pai foram presos juntos. Nada mais.
A história dos meus avós me fascinou desde pequena. Por ter descendência armênia me sentia diferente da maioria dos meus colegas e amigos. Era um mundo estranho, tão difícil de achar no mapa, diferente da Itália e da Espanha, descendência da maioria absoluta. Além disso, a história dos bisavôs é um pouco turva, ninguém sabe direito como tudo aconteceu. Pra variar, tudo começou com a guerra! A guerra dos armênios e os turcos foi sanguinária. Os armênios foram dizimados e expulsos de sua terra. Meu bisavô lutou nessa guerra como chefe de revolução. Depois que as cidades foram invadidas pelos turcos, os armênios se escondiam em sua terra que tanto conheciam. No meio da noite desciam para a cidade e matavam o turcos enquanto eles dormiam. Na volta para o esconderijo eles faziam a contagem de quantos turcos haviam matado; a contagem era feita com as orelhas arrancadas daqueles que cada um matou. Meu bisavô foi descoberto e resolveu fugir. A primeira versão da história é que ele pegou sua mulher, minha bisavó e fugiram de barco para a Europa, passaram pela França e depois vieram para o Brasil. A segunda versão é que meu bisavô roubou minha bisavó de seu então marido enquanto fugia. Até hoje ninguém sabe se o meu avô nasceu no Brasil ou na França.
A primeira vez que me senti vivendo a história foi em 11 de setembro de 2001. Pela primeira vez na vida eu vi na TV e no jornal, ao vivo, algo que eu pensava que só veria nos livros de história, na boca dos mais velhos, em um filme de Hollywood. Foi um dia inesquecível para todos de minha geração. Com certeza para todos nós foi a primeira vez. A gente dizia: “Que horror... Nossa, nossos filhos vão estudar isso na escola”.  A partir dai a história foi mais presente em minha vida. Pensando hoje, entendo que é preciso ter maturidade para perceber como a história do mundo pode de fato influenciar em nossas vidas. Mas como também ela chega para nós de forma deturbada, irreal, recortada segundo os critérios do poder, da política. Quantos fatos que não sabemos, ou que sabemos metade da história? Mesmo dentro da escola a história que aprendemos é na verdade uma releitura de nosso passado. Acredito que fato histórico que mais representa essa questão é a independência do Brasil. Na escola temos uma versão idealizada do grito de independência, uma versão “bonitinha”. Eu só descobri a “verdade” - que não sei se é verdadeira mesmo – nas aulas do cursinho para o vestibular. A sensação de que somos enganados aumenta muito quando saímos da escola. As lacunas da história foram se preenchendo nesse período; a formação da Alemanha, a URSS e sua ditadura e etc. Eu descobri a história depois da escola.

A referência do texto...

ARIÉS, Philippe. Uma criança descobre a história. In. _______ O tempo da História. Lisboa: Relógio d’Água, 1992.

Coisas que você não deve nunca esquecer.



                Eu sei que as vezes a vida vai só passando e você vai tomando decisões sem nem pensar. Ai passa um tempo e você está na merda. E pensa: “como eu vim parar aqui? Deus não existe, ou me odeia.” Mas não se iluda, foi você. É, foi você que se colocou nessa merda. Você pode culpar o seu pai, o seu filho, a sua mãe, o seu namorado/ marido/ amante/ ficante/ rolo/caso e barbante, mas meu filho foi você mesmo que fez isso. Porque você pode dizer que o seu... Que a sua... Obrigou-te a tomar essa decisão, te influenciou, te aconselhou, te qualquer coisa, mas no fim querido, foi você mesmo que fez. Era a sua mão, a sua cabeça, os teus pés e o teu computador. Às vezes fazemos sem perceber, tomamos uma decisão com um ato “desimportante”, no dia a dia, na pressa, na correria, pensando em outra coisa, fazendo outra... E PÁ! Um dia você acorda no meio da noite e se vê em um lugar que nunca queria estar. O que eu to fazendo aqui? Por que eu fazendo isso? Ai a gente volta lá para o começo da nossa conversa... A vida vai passando, eu vou decidindo, dormindo, engolindo, decidindo... Choro no banheiro de madrugada pra ninguém ver até de manhã banho maquiagem óculos...

                Sabe, todo mundo fala que os jovens só falam besteira, é idiota, não sabe o que fala, iludido, sonhador, besta... Mas talvez a única idiotice que o adolescente faça é não respeitar os pais. Eu acho que enquanto você é adolescente você devia fazer uma lista, uma lista de coisas que você abomina em um ser humano. De coisas que você não quer nunca fazer. Das coisas que são o seu sonho. Das coisas que não quer nunca se tornar.

                Ao longo de suas experiências com outros seres humanos e conhecimentos você pode ir acrescentando coisas, itens, tópicos, questões, problemas, lembretes, pensamentos, sentimentos, aquelas coisas que você não pode esquecer jamais.  Você pode até chegar a fazer um fichário separando seus lembretes por categoria!!

 




domingo, 2 de setembro de 2012

Azedume Lambuzado


A vida é lambuzada de azedume. Só quem não percebe são os que preferem viver na ignorância. Quem vê o mundo com olhos de propaganda, acredita na felicidade. Enganamos-nos dizendo que não vemos a sujeira, as pessoas que sofrem nas ruas, com fome, porque não temos tempo para isso. A exploração dos chefes não nos deixa escapatória para pensar nas tristezas que olhamos todos os dias, já que são eles mesmos que criam elas. Mas é mentira. Temos tempo para pensar. Mas quem é que quer? Pensar significa saber, e saber significa mudar. E assim continua o ciclo.
Na parte conspiratória podemos ver o esforço que se faz para que a gente não pense. A educação do país e a forma como são divulgadas as noticias faz o caminho contrário a sua proposta ideal. Ninguém tenta nos fazer pensar, tudo vem pronto e mal acabado. A pesquisa científica fica longe da vida real. Os estudos e autores que propuseram formas diferentes de viver são menosprezados, são ditos loucos, depressivos. A mídia que cria o consenso da massa nos deixa a par do pensamento e nossos atos falhos se tornaram sintoma de doença.
Assim é o mundo pós-moderno, lambuzado de azedume. E assim ele cria pessoas azedas, irritadas, criminosas. No geral sentem uma insatisfação que não sabem de onde vem. E de novo viramos sintomas de depressão ambulantes. É a consciência tentando nos avisar que estamos errados, que a vida está errada. Estamos infelizes e azedos por isso, pois tentamos abafar o grito de nossas mentes tentando dizer: você esta sendo enganado, o “Grande Irmão” é um ditador.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Baile de Mascaras


Um dia nascerá enfim a verdadeira face do Eu. O Eu verdadeiro é aquele que somos obrigados a esconder na maior parte de nossas vidas. Desde os primórdios da criação da vida em sociedade vivemos cada dia em um mundo de aparências.
Talvez eu acredite em Rousseau, talvez a sociedade corrompa mesmo o homem. É justamente por culpa dela que devemos fingir nosso humor, nossa auto-estima, nosso egoísmo, nossos desejos mais íntimos e principalmente nosso gostar e não gostar. Ainda parafraseando Rousseau, e resumindo, a sociedade nos faz ser falsos. Temos uma maneira para se comportar diante de cada lugar, cada situação, cada pessoa.
E assim chegamos a Nietzsche   e sua pergunta: quem foi que criou tudo isso? Quem? Quem foi que disse que é assim que temos que fazer, vestir, falar, comer, amar?
Eu não sei quem foi que disse, mas ele falou. E assim vamos vivendo. Vivendo em um mundo em que nada é, tudo apenas parece ser. E cada um de nós continua nessa angustia permanente de nunca poder gritar o que realmente se pensa, se sente. O mundo é um baile de mascaras que nunca tem fim. Às vezes mudamos as mascaras, conforme convém. Mas nunca as tiramos.
A verdadeira face do Eu já foi esquecida por muitos entre nós. Já não se lembram que ela existe e muito menos sua feição. Poucos são os que quando chegam em casa e tomam seu banho, lavam a maquiagem que escondia seu verdadeiro rosto.
Ah! E talvez sem o peso da mascara e a agonia de estar sempre atento para que ela não caia, a vida seja mais simples, mais amena, e mais delicada até.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

No meio de mim


Estou sempre no meio de mim. Meu corpo e minha mente se dividem em dois extremos que por fim, não acho justo ser apenas um deles.
Estou no meio de ser mulher. Ser mulher moderna, que é, segundo consta, senhora de si; É forte e mostra que é. Ou ser mulher doce; Que fala baixo em tom suave. Que é mais bela do que imponente.
Estou no meio do tempo. Não sei se cultivo a alegria de ser criança, a eternidade de ser jovem, ou se me transformo na agonia de ser adulta.
Estou no meio do caminho. À direita e a esquerda me mostram horizontes possíveis e impossíveis, cada um a sua maneira. Mas me pego pensando que se for para um deixarei o outro.
Estou no meio da dúvida. Da dúvida de se ser o que não é, de parecer o que não foi.
Estou enfim, bem no meio de mim. No meio de me decidir quem é esse Ser e se ele, por acaso, quer se tornar algo diferente do meio.

Trupiquei em você



Um dia eu pretendi não andar mais sozinha. A solidão assolava meu ser e me fazia rir sem ter piada pelo dia, e chorar na madrugada de algo que não sentia.
Meus dias eram lentos demais... Eu ansiava o futuro... Ansiava o tempo que teria alguém.
Meus pés tropeçavam no plano. Minha cabeça não prestava atenção neles... Eu estava sonhando acordada, imaginando uma vida que não era a minha.
Cai em alguns buracos, pensando que eles me levariam para minha mente. Mas eram simplesmente buracos. Alguns fundos, outros nem tanto. De certo que uma vez ou outra cai no abismo.
Um dia eu me revoltei. Briguei com minha natureza, calei o meu Eu e resolvi ser outra. Minha mente olharia agora apenas para meus pés.
E foi olhando para meus pés que eu vi, no exato momento que você também viu. E nossos olhos fizeram todo o trabalho por nós: grudaram um no outro e apagaram tudo ao redor.
O injusto dessa história é  que você olhou a vida toda para seus pés e só quando resolveu trupicar pela rua é que me viu.
Um dia eu pretendi não só não andar mais sozinha, um dia eu pretendi te encontrar.

domingo, 26 de agosto de 2012

Permanece


Sem querer, minha saliva escorre as palavras que eu guardava com tanto [fervor em minha mente.
Meu amor se assustou com o meu tom e seus olhos escorreram aquilo que [eu sempre temia.
O vento soprou o tempo e agora somente meus pés é que fazem o caminho.
Meu peito permanece sozinho, 
ecoando os sussurros daquele dia.

E mesmo sem lembrar do que minha boca despejou, ainda sinto aquele ar [repentino de quem percebe que falou o que não devia.