quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A morte está na vida

A vida às vezes dá a aflição de querer morrer. Tem a mania de anunciar repentinamente que quer nos escapar.
Eu vou te segurar.
A vida pode ser tão forte, tão severa com a fluidez do espaço e do tempo, mas insite em ser também livre para partir facilmente.
Eu vou te prender.

Nossa mente, nosso corpo, nossos 21 gramas estão sempre existindo e a todo instante na iminência de desistir, de sucumbir, de desaparecer.
Eu vou permanecer.

Somos todos antônimos de ser, paradoxos de viver, a contradição do desfalecimento e da rigidez, a antítese de comparecer e terminar.
Não vamos sucumbir.

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