sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Vida 1,99


Eu duvido que alguém possa me dizer o que faça, com que eu sinta por você, que não sabe nada de sentir prazer. Eu sei que muitos olhos como os meus sentem vontade de escorrer, mas não sabem muito bem o que fazer para a cena deixar de ser.
Todos os dias somos obrigados a simplesmente esquecer, há muito trabalho para fazer, e o relógio que nunca para de bater, se sacode na parede com a bala que atravessa mais uma rotina.
Nas ruas eu procuro um guichê, um telefone, a ouvidoria desse produto chamado vida. Vende no mercado e vale pouco.

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